Assista o vídeo da reportagem aqui
Os pais reclamam, e as pesquisas até indicam que faz mal. Mas qual é o adolescente que resiste à tentação de atravessar a noite, varar a madrugada, mergulhado na internet, diante de um computador?
São seis horas da manhã. Fernanda precisa ir à escola, mas mal consegue se mexer. Mas porque tanto sono, Fernanda? A explicação: a estudante, de 14 anos, passou boa parte da madrugada ligada, na frente do computador!
"Meu olho está doendo. Estou com os olhos cansados. Com vontade de encostar a cabeça no travesseiro e dormir de novo", diz ela.
Mas Fernanda tem um dia inteiro pela frente. As aulas começam daqui a pouco. A rotina é a mesma de outros tantos estudantes brasileiros: tomar café, escovar os dentes, subir na perua escolar, encarar o trânsito da cidade, chegar no colégio, entrar na sala de aula. Mas não é só ela que está com sono não!
"A maioria do colégio fica até altas horas no computador", confessa o estudante André Dias Rosa.
A Universidade Estadual de Campinas resolveu estudar o fenômeno desses tempos modernos. Fez uma pesquisa detalhando o perfil e o comportamento desse adolescente que passa madrugadas inteiras em frente ao computador.
São jovens de ambos os sexos, de 15 a 18 anos, que acessam a internet, durante a semana, das 21h às 3h da madrugada. Nos finais de semana, o acesso começa mais cedo: 17h. Todos acordam por volta das 6h da manhã do dia seguinte. Os riscos para a saúde são grandes.
"Os adolescentes que acessam o computador durante a noite apresentam muito mais sonolência diurna do que aqueles que não acessam. Eles vão apresentar mais irritabilidade, dificuldade de concentração, dificuldade de memorização", explica a psicóloga e pesquisadora Gema Mesquita
"Você não presta a atenção na aula, você perde a concentração", admite o estudante Rafael Monteiro Pereira. E teus pais? "Minha mãe já desistiu de falar alguma coisa".
Gabriel descobriu a internet na pré-adolescência. A vida dele mudou.
"Eu tinha 14 anos, estava começando a sair, estava começando a conhecer gente, estava começando a me envolver com trabalho. Era uma série de coisas acontecendo e que fizeram com que o meu foco mudasse", explica Gabriel Marchi.
O que os adolescentes mais gostam são os programas de bate-papo. São horas e horas a fio em conversas on-line. Para muitos, é uma boa oportunidade de conhecer gente.
“Eu acho que a vergonha vai embora. Pelo fato de ninguém te ver você se libera mais", comenta o estudante Caio Ferrara Memoli.
"São 4h10 da manhã. Estou com sono. Vou dormir. Mas parece que está cheio de gente me chamando para conversar ainda", diz Gabriel.
"Você pode fazer um amigo na Holanda, você pode fazer um amigo na Sibéria, você pode fazer um amigo no Rio Grande do Sul. Então tudo isso é um atrativo”, diz Walkyria Marchi, mãe de Gabriel.
"Se é pela timidez que eles estão na frente do computador, eles estão deixando de enfrentar o grande medo que eles têm e estão deixando de desenvolver a habilidade de interagir pessoalmente com as pessoas", analisa a psicóloga.
Os jovens que passam as madrugadas na frente do computador correm outros riscos.
"Na verdade, durante o sono é que existe a secreção do hormônio do crescimento, que é tão importante para o crescimento da criança e do adolescente. Ele não é secretado durante o dia, só durante o sono. A pessoa que não dorme o suficiente acaba com déficit de imunidade e começa a ter infecções com grande freqüência, tipo resfriado, gripes e este tipo de coisa", explica o neurologista Rubens Reimão.
Já que o computador faz parte da vida, fique ligado! A receita é essa: aproveite o máximo as maravilhas do mundo virtual, mas pegue leve!
São seis horas da manhã. Fernanda precisa ir à escola, mas mal consegue se mexer. Mas porque tanto sono, Fernanda? A explicação: a estudante, de 14 anos, passou boa parte da madrugada ligada, na frente do computador!
"Meu olho está doendo. Estou com os olhos cansados. Com vontade de encostar a cabeça no travesseiro e dormir de novo", diz ela.
Mas Fernanda tem um dia inteiro pela frente. As aulas começam daqui a pouco. A rotina é a mesma de outros tantos estudantes brasileiros: tomar café, escovar os dentes, subir na perua escolar, encarar o trânsito da cidade, chegar no colégio, entrar na sala de aula. Mas não é só ela que está com sono não!
"A maioria do colégio fica até altas horas no computador", confessa o estudante André Dias Rosa.
A Universidade Estadual de Campinas resolveu estudar o fenômeno desses tempos modernos. Fez uma pesquisa detalhando o perfil e o comportamento desse adolescente que passa madrugadas inteiras em frente ao computador.
São jovens de ambos os sexos, de 15 a 18 anos, que acessam a internet, durante a semana, das 21h às 3h da madrugada. Nos finais de semana, o acesso começa mais cedo: 17h. Todos acordam por volta das 6h da manhã do dia seguinte. Os riscos para a saúde são grandes.
"Os adolescentes que acessam o computador durante a noite apresentam muito mais sonolência diurna do que aqueles que não acessam. Eles vão apresentar mais irritabilidade, dificuldade de concentração, dificuldade de memorização", explica a psicóloga e pesquisadora Gema Mesquita
"Você não presta a atenção na aula, você perde a concentração", admite o estudante Rafael Monteiro Pereira. E teus pais? "Minha mãe já desistiu de falar alguma coisa".
Gabriel descobriu a internet na pré-adolescência. A vida dele mudou.
"Eu tinha 14 anos, estava começando a sair, estava começando a conhecer gente, estava começando a me envolver com trabalho. Era uma série de coisas acontecendo e que fizeram com que o meu foco mudasse", explica Gabriel Marchi.
O que os adolescentes mais gostam são os programas de bate-papo. São horas e horas a fio em conversas on-line. Para muitos, é uma boa oportunidade de conhecer gente.
“Eu acho que a vergonha vai embora. Pelo fato de ninguém te ver você se libera mais", comenta o estudante Caio Ferrara Memoli.
"São 4h10 da manhã. Estou com sono. Vou dormir. Mas parece que está cheio de gente me chamando para conversar ainda", diz Gabriel.
"Você pode fazer um amigo na Holanda, você pode fazer um amigo na Sibéria, você pode fazer um amigo no Rio Grande do Sul. Então tudo isso é um atrativo”, diz Walkyria Marchi, mãe de Gabriel.
"Se é pela timidez que eles estão na frente do computador, eles estão deixando de enfrentar o grande medo que eles têm e estão deixando de desenvolver a habilidade de interagir pessoalmente com as pessoas", analisa a psicóloga.
Os jovens que passam as madrugadas na frente do computador correm outros riscos.
"Na verdade, durante o sono é que existe a secreção do hormônio do crescimento, que é tão importante para o crescimento da criança e do adolescente. Ele não é secretado durante o dia, só durante o sono. A pessoa que não dorme o suficiente acaba com déficit de imunidade e começa a ter infecções com grande freqüência, tipo resfriado, gripes e este tipo de coisa", explica o neurologista Rubens Reimão.
Já que o computador faz parte da vida, fique ligado! A receita é essa: aproveite o máximo as maravilhas do mundo virtual, mas pegue leve!
Fonte: Fantástico.globo.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário